
Revista
Happy Science
Ciência da Felicidade - Edição 162 |
1.
Porque adoecemos?
Desde o tempo de Buda Shakyamuni, a doença faz parte
dos Quatro Sofrimentos pregados no budismo: nascimento, envelhecimento,
doença e morte. Os sofrimentos que enfrentamos no momento do
nascimento, no processo de envelhecimento, durante a doença e
na hora da morte são considerados inevitáveis para um
ser humano.
A doença
já existia no tempo de Buda Shakyamuni e continua existindo
2.500 anos depois. Naquele tempo, as pessoas sofriam de enfermidades
como subnutrição, a intoxicação alimentar,
a disenteria, o tétano e as picadas de cobras e insetos peçonhentos.
Na nossa era, porém, há muitas doenças complexas
que não existiam na Índia de então, como câncer,
a hipertensão, a leucemia, os transtornos mentais, o herpes
e a Aids. Além delas, o número de doenças raras
e incuráveis parece não ter fim.
Nunca na
história houve uma época livre de moléstias.
Aliás, elas não fazem senão se diversificar à
medida que a civilização se desenvolve. Parece até
que a própria doença se prospera como se beneficiasse
da civilização. O avanço da medicina está
possibilitando identificar a causa ade várias enfermidades,
mas é como se a doença contra-atacasse tomando novas
formas.
È
um erro pensar que Deus cria as doenças. Deus não é
cruel e inclemente a ponto de mandar males novos, um após outro,
toda vez que se encontra a cura de uma enfermidade grave.
Na verdade,
quem cria a doença é o próprio coração
humano. É a energia do pensamento desarmonioso da nossa mente
que cria a doença. E a prova está na diversificação
cada vez maior das doença, na mesma proporção
em que os problemas humanos e a sociedade vão se tornando mais
complexos.
Em vez
de dizer que a moléstia sempre existiu na história,
o mais correto é dizer que os seres humanos nunca deixaram
de ter pensamentos desarmoniosos que produzem doenças.
2.
Os Mistérios da Energia Mental
Antes de discutir a causa das enfermidades e o modo de
superá-las, convém explicar os mistérios da energia
mental que os seres humanos possuem.
Nós
usamos as mãos para criar muitas coisas, desde fritar um ovo
até moldar a argila. Todavia, a energia mental produzida pelas
nossas ações psíquicas tem mais poder de criação
do que as nossas mãos.
Com a visão
espiritual, seria possível enxergar infinidades de criações
mentais das pessoas vagando pela atmosfera. No mundo espiritual, há
muitas criaturas, antes inexistentes, mas que foram geradas a partir
da energia mental humana. Por exemplo, os monstros são frutos
de tais criações. Deus só criou espíritos
sadios, sejam humanos, sejam animais, contudo, a partir de certo ponto,
essas criaturas monstruosas começaram a habitar a quarta dimensão
do Mundo Real, assustando as pessoas que vivem na terra.
Inicialmente,
as criaturas do mundo espiritual, como esses monstros ou seres sobrenaturais,
eram espíritos animais ou humanos. Entretanto, cresceram e
adquiriram poderes sobrenaturais absorvendo a energia mental emanada
pelo medo das pessoas que vivem na Terra.
Trocando
em miúdos, a força motriz do inferno - onde a luz de
Deus não incide - provem dos pensamentos destrutivos e negativos
produzidos pelas pessoas da Terra. Aos olhos de quem está no
reino celestial, é como se subisse da terra, fumaça
de diferentes cores, uma para cada tipo de energia mental: ódio,
lamentação, ciúme, mágoa, raiva, preguiça,
vaidade, luxúria, maledicência, crítica, ambição
por dinheiro, sofrimento e tristeza. A pessoa que vive cheia de ódio
solta da parte posterior da cabeça uma fumaça negra
e avermelhada. A lamentação resulta numa fumaça
acinzentada; o ciúme, numa verde-escura. O desejo sexual gera
uma fumaça rosada, e a ambição por dinheiro e
objetos solta uma marrom-escura.
A fumaça
de um indivíduo se agrupa com a dos outros da mesma cor, formando
densas massas de nuvem. Uma grande quantidade de energia mental criada
pela raiva e o ódio, por exemplo, passa a ser fonte de energia
de violência e destruição para os espíritos
do reino Ashura* no inferno.
Do mesmo
modo, fumaças esverdeadas e sem vida saem da nuca das pessoas
que sofrem uma enfermidade e juntas formam um denso bloco de nuvens
pálidas. Na verdade, essas nuvens formam um bloco de energias
negativas da doença.
Tais energias
flutuam no ar, e se pessoas cuja a mente tem uma vibração
perturbada passa por baixo delas, as nuvens lhe enviam uma carga energética
doentia. É assim que a pessoa saudável, que nunca adoeceu,
fica subitamente enferma. Trata-se do resultado da absorção
mental de muita energia doentia. Por isso deve-se procurar a causa
da moléstia na mente do próprio enfermo.
*O Reino
Ashura, também conhecido como Inferno da Discórdia,
é um dos reinos do inferno, cuja habitantes só conhecem
o antagonismo e a destruição. Ver o livro "As leis
do Sol".
3.
O poder da fé
Eu disse que a moléstia é criada pela energia
de pensamento negativo dos seres humanos. Se essa energia é
negativa, o poder capaz de susta-la tem de ser uma energia mental
positiva.
Ora, qual
é esse poder positivo ou energia mental positiva?
É o poder da correta fé. A religião tem sido
associada à cura de doenças, muitas moléstias
foram realmente curadas ao longo do tempo. Isso porque a enfermidade,
uma manifestação de energia mental da doença
criada pelo nosso pensamento negativo, é destroçada
pela energia mental positiva, que é o poder da correta fé.
Se você
tiver a fé correta, o seu coração se purifica
e se enche de luz. Essa luz não vem de fora, brilha por dentro.
Isso porque a natureza divina que há em você recupera
o seu verdadeiro brilho. Quando essa natureza divina interior começa
a brilhar, uma luz no mundo celestial vai lhe corresponder. É
a grande iluminação da força alheia e a luz dos
seus espíritos guardião e guia.
Desse modo,
a luz interior e a luz da força alheia se sintonizam como lanternas
que iluminam as noites de temporal. Eis o seu primeiro passo rumo
à salvação.
O poder
da correta fé ou o poder da crença em Deus é
uma energia mental poderosíssima. Quando a pessoa ora a Deus,
uma coluna de luz se ergue na sua nuca e sobe até o mundo celestial.
É simplesmente divina a cena em que a energia mental positiva
dos espíritos guardião e guia desce por essa coluna
luminosa. Quando a energia luminosa entra no corpo de um doente, expulsa
e demônio da doença.
4.
Corrigindo a rota da sua vida
Mas não se preocupe tanto assim com a cura. Se
você insistir muito no desejo de superar a doença, acaba
originando um apego que há de trazer um novo sofrimento.
A enfermidade
é causada pelos pensamentos negativos que, por sua vez, atraem
maus espíritos sintonizados por semelhantes vibrações.
Em conseqüência, na maioria das vezes, tais espíritos
se apossam do doente, e a moléstia piora.
Nesses
casos, não basta recorrer a um médium para expulsar
os espíritos. A causa da possessão está na pessoa,
portanto, é preciso ela própria se conscientizar e eliminar
a causa. Sem isso, a simples expulsão dos maus espíritos
é um paliativo.
Não
conceba a doença meramente como um acontecimento negativo,
e sim como uma oportunidade oferecida pelo céu de refletir
sobre a sua vida; um sinal para despertá-lo. Reveja a vida
segundo o lema, "Faça uma reflexão da vida em tempos
de enfermidade". Verifique se você cometeu erros em algum
ponto da existência, nos relacionamentos, no trabalho, na maneira
de pensar ou na sua filosofia de vida. Veja se não foi egoísta.
Averigúe quanto o amor tem dado. Investigue se você valoriza
a harmonia na vida e se sempre trabalhou para se aprimorar.
É
bem provável que as pessoas doentes sejam egocêntricas,
autocentradas, ou que tenham vivido com um coração negro.
Conceba a doença como uma oportunidade precisos de praticar
o espírito de "aprender nas derrotas", e de ter coragem
de corrigir o seu modo de viver. Continue avançando e valorize
esse sentimento que é muito importante.